DMDL vence concessão do CentroSul em Florianópolis com lance de R$ 31,5 milhões

Grupo apresentou oferta 90,91% acima do valor mínimo no leilão da B3. Contrato de 35 anos prevê R$ 53,4 milhões em investimentos e ainda depende das etapas posteriores à disputa.
Vista do Centro de Convenções de Florianópolis, objeto da concessão do CentroSul vencida pela DMDL

A DMDL apresentou a maior proposta pela concessão do CentroSul, centro de convenções de Florianópolis, em leilão realizado nesta sexta-feira, 18 de setembro, na B3, em São Paulo. O lance de R$ 31,5 milhões pela outorga inicial superou em R$ 15 milhões o mínimo de R$ 16,5 milhões previsto no edital. A diferença representa ágio de 90,91%.

O certame da Prefeitura de Florianópolis prevê que a empresa selecionada faça a gestão, a operação, a manutenção e a exploração comercial do complexo durante 35 anos. A concessão do CentroSul inclui ainda investimentos obrigatórios em reformas, ampliação, acessibilidade e áreas externas. O valor ofertado na disputa corresponde ao pagamento pelo direito de uso e exploração do equipamento. Ele não deve ser confundido com o montante destinado às obras.

A proposta vencedora ainda será submetida às verificações previstas na licitação. A análise da documentação, a conclusão dos atos administrativos e a assinatura do contrato antecedem a transferência da operação. Portanto, o resultado do leilão identifica a primeira colocada na disputa, mas não significa que a DMDL já tenha assumido o CentroSul.

Concessão do CentroSul teve ágio de 90,91% sobre a outorga mínima

O edital adotou o critério de maior oferta pela outorga inicial. Todos os interessados precisavam respeitar o piso de R$ 16,5 milhões para disputar a concessão do CentroSul. A DMDL ofereceu R$ 31,5 milhões, quantia que deverá ser paga integralmente à vista conforme as condições divulgadas após a sessão. O ágio é calculado pela diferença entre a proposta e o preço mínimo, dividida pelo preço mínimo.

O Consórcio Floripa Eventos também participou e propôs R$ 31,4 milhões, ágio de 90,30%. A distância entre as duas ofertas foi de R$ 100 mil. Houve, portanto, duas propostas registradas na disputa, informação diferente dos relatos anteriores ao leilão sobre grupos que apenas haviam manifestado interesse no projeto.

Na prática, a proposta adicionou R$ 15 milhões à outorga inicial prevista como referência pela administração municipal. Esse acréscimo na concessão do CentroSul recai sobre o pagamento à prefeitura e não substitui nenhuma das demais obrigações da futura concessionária. A empresa deverá arcar, separadamente, com as intervenções determinadas pelo edital, com as despesas da operação e com a outorga fixa anual prevista para todo o período contratual.

O município também estabeleceu uma outorga anual de R$ 250 mil, com atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA. Considerado apenas o valor inicial, sem correção monetária, o pagamento corresponderia a R$ 8,75 milhões ao longo dos 35 anos. Como o índice será aplicado durante a vigência contratual, esse cálculo nominal serve apenas para ilustrar a diferença entre a obrigação periódica e a oferta feita no leilão.

A B3 identifica o processo como uma concessão onerosa de uso de bem público para gestão, operação e exploração comercial do Centro de Convenções de Florianópolis. Essa descrição ajuda a entender o objeto: o certame não trata da venda definitiva do imóvel, e o pagamento da outorga não elimina as responsabilidades de conservar o patrimônio concedido.

Investimentos previstos chegam a R$ 53,4 milhões em seis anos

Além da outorga, a concessão do CentroSul estabelece um programa de investimentos estimado em R$ 53,4 milhões para os seis primeiros anos. Segundo os números apresentados na cobertura do edital, aproximadamente R$ 43,4 milhões se concentram na modernização e adequação do complexo principal. As intervenções abrangem a reforma das fachadas, melhorias dos espaços internos, estacionamento, acessos viários e drenagem.

O planejamento da concessão do CentroSul prevê também uma passarela de pedestres, estimada em cerca de R$ 6,2 milhões, e uma área gastronômica, de aproximadamente R$ 3,7 milhões. As estimativas são componentes do investimento previsto no projeto, não parcelas da outorga de R$ 31,5 milhões. A soma dos valores aproximados pode diferir ligeiramente do total divulgado por causa dos arredondamentos utilizados na apresentação pública dos estudos.

A Prefeitura de Florianópolis informa que o pacote inclui ampliação do centro de convenções, novo paisagismo na área externa, espaços de convivência, melhorias de acessibilidade e adequação da drenagem do terreno. Também está prevista uma galeria voltada a serviços de alimentação. A administração municipal associa essas intervenções ao uso do entorno em dias sem feiras ou congressos.

Para acompanhar a concessão do CentroSul, será necessário observar a execução de cada obra conforme o cronograma contratual. A previsão de investimento indica o compromisso associado ao projeto, enquanto a realização depende dos projetos, das aprovações necessárias e da implantação após o início do contrato. Até a assinatura e o início da vigência, nenhuma dessas obras pode ser apresentada como entregue pela nova operadora.

Reformas abrangem estacionamento, acessos e área gastronômica

O projeto da concessão do CentroSul vai além da reforma das salas usadas em eventos. As alterações divulgadas para a área externa incluem a construção de estacionamento térreo com pelo menos 350 vagas e mudanças nos acessos ao complexo. A estrutura fica na Avenida Governador Gustavo Richard, no Centro da capital catarinense, em uma região que recebe circulação de público e veículos nos horários de grandes eventos.

Outra frente da concessão do CentroSul é a drenagem. A prefeitura informou que o edital prevê obras de adequação do terreno para reduzir alagamentos registrados na região. A intervenção se relaciona à operação cotidiana do complexo, porque a circulação de participantes, fornecedores, trabalhadores e veículos depende das condições das áreas de entrada e saída. A descrição exata das soluções de engenharia e seus prazos deve seguir os documentos do contrato.

A nova passarela foi incluída na modelagem para conectar o equipamento ao entorno com condições de acessibilidade para pedestres. A proposta também prevê uma área gastronômica de aproximadamente 1.500 metros quadrados, voltada à oferta de alimentação e à ocupação comercial de parte do espaço. Segundo a apresentação do projeto, a intenção municipal é permitir atividades nessa área também quando não houver eventos no pavilhão.

Essas frentes integram a concessão do CentroSul e ajudam a explicar por que a obrigação da operadora não se limita a reservar auditórios. O pacote reúne instalações para congressos e feiras, obras no terreno, infraestrutura de apoio, manutenção predial e exploração de espaços comerciais associados. Cada componente possui uma função específica e deverá ser acompanhado de acordo com as exigências da licitação.

Como funciona a operação durante os 35 anos de contrato

Pelo modelo divulgado, a vencedora da concessão do CentroSul poderá explorar comercialmente o equipamento e ficará responsável pela administração do espaço durante a vigência contratual. Isso envolve organizar o uso das salas, negociar com promotores, manter instalações e cumprir as obrigações estabelecidas para as áreas concedidas. A receita comercial depende da utilização efetiva da estrutura e dos serviços que puderem ser oferecidos segundo as regras do contrato.

O centro de convenções recebe congressos, feiras, reuniões, exposições e outros formatos de encontro. De acordo com o site institucional do CentroSul, seus ambientes permitem desde reuniões menores até convenções com público de até 17 mil pessoas, conforme o formato do evento. Essa capacidade informada pelo próprio equipamento descreve a estrutura existente no momento da disputa pela concessão do CentroSul e não deve ser confundida com a capacidade que poderá resultar das obras futuras.

O mesmo site informa que o endereço é Avenida Governador Gustavo Richard, 850, próximo ao terminal rodoviário e à rede de hospedagem do Centro de Florianópolis. A localização compõe a oferta do equipamento a organizadores que precisam combinar espaços de exposição, transporte, hospedagem e serviços. A concessão do CentroSul inclui a gestão do próprio complexo, infraestrutura urbana externa segue as atribuições definidas pelos órgãos competentes e pelos documentos do projeto.

As receitas provenientes de eventos e de usos comerciais autorizados estão ligadas à operação do ativo. Já a outorga inicial e a outorga anual são pagamentos devidos ao município pelo direito concedido. Separar esses fluxos é necessário para compreender as cifras do leilão: os R$ 31,5 milhões correspondem à oferta da DMDL, os R$ 53,4 milhões se referem aos investimentos previstos e os R$ 250 mil são o valor inicial da obrigação anual, sujeito a reajuste.

DMDL atua com engenharia e estruturas para eventos

O Grupo DMDL informa em seu site que atua há mais de 25 anos em engenharia, construção e infraestrutura para eventos. O portfólio apresentado pela empresa inclui trabalhos ligados à preparação de estruturas temporárias e projetos especiais. Essa trajetória fornece contexto sobre a participante que apresentou a maior oferta na concessão do CentroSul, sem dispensar as exigências formais de habilitação do certame.

O portal Upiara relata que o grupo possui a concessão do Centro de Convenções de Teresina, no Piauí, com prazo de 20 anos. Esses empreendimentos são distintos daquele de Florianópolis. No processo catarinense, a comissão responsável ainda precisa verificar a documentação apresentada e cumprir as etapas previstas antes da formalização da contratação.

A participação da DMDL também coloca a atividade de operação de centros de eventos no centro da discussão sobre a concessão do CentroSul. Além de construir ou adaptar espaços, o futuro concessionário terá de administrar uma agenda, manter ambientes disponíveis para diferentes montagens e lidar com organizadores, prestadores de serviços e usuários. O edital e o contrato definem o alcance dessas tarefas e as condições para a exploração comercial.

Não há, nesta fase, anúncio de mudança imediata na programação de eventos por causa do resultado do leilão. Segundo informações publicadas durante a preparação da licitação, a Prefeitura trabalhou com a perspectiva de transferência da gestão com datas já negociadas. A confirmação dos procedimentos para contratos e reservas existentes deverá acompanhar a passagem formal da operação, de acordo com os instrumentos da concessão do CentroSul.

Contratação ainda depende da análise de documentos

Depois da disputa de preços, a concessão do CentroSul segue o rito administrativo previsto no edital. A Secretaria Municipal de Licitações, Contratos e Parcerias deve examinar a documentação da primeira colocada e concluir os atos necessários à contratação. A análise inclui a verificação das condições exigidas pelo município para que a empresa possa assumir as obrigações previstas na proposta.

Também devem ser observadas as possibilidades de contestação previstas no procedimento licitatório. A conclusão dessa fase permitirá avançar para a formalização do contrato e para o cumprimento das condições anteriores ao início da operação. Até lá, a DMDL é a vencedora da disputa realizada na B3, mas a concessão do CentroSul ainda não entrou em execução sob sua administração.

O portal Upiara informou que havia expectativa de assinatura em outubro, caso não ocorressem recursos, e de início das operações em janeiro de 2027. Esses marcos são expectativas divulgadas após o leilão, sujeitas à conclusão das etapas da licitação. Não representam, por si sós, assinatura já realizada nem data definitiva de transferência.

Uma vez formalizada a concessão do CentroSul, será possível identificar a data de início da contagem do prazo contratual, a programação de obras e as regras aplicáveis ao período de transição. Também ficarão definidos os instrumentos pelos quais o município acompanhará pagamentos, investimentos e conservação do bem público. A publicação desses atos permitirá comparar os compromissos anunciados na licitação com os que efetivamente passarão a valer para a concessionária.

Edital define concessão onerosa de uso de bem público

A modalidade registrada na página de leilões da B3 é a concessão onerosa de uso do CentroSul. Nela, o particular obtém o direito de administrar e explorar o bem público pelas condições e pelo período estabelecidos na contratação. Ao final do prazo, aplicam-se as regras contratuais para a devolução do equipamento e para o tratamento dos bens vinculados à operação.

No edital divulgado pela Prefeitura de Florianópolis, a concessão do CentroSul é definida como concessão de uso de bem público, com outorga a ser paga ao município. Não há divulgação de contraprestação pública típica de uma parceria público-privada nas modalidades administrativa ou patrocinada. Os detalhes de remuneração, obrigações e eventual revisão dependem do instrumento contratual específico.

O valor alcançado na B3 estabelece o resultado da competição pela outorga inicial. A capacidade de receber eventos, as melhorias físicas e as receitas comerciais terão de ser tratadas na execução, seguindo os prazos e parâmetros do projeto. O leilão, portanto, resolve quem apresentou a maior oferta, enquanto as próximas etapas definem a conclusão da contratação e, posteriormente, o acompanhamento da operação.

Em outro estágio de estruturação, o Centro de Convenções de Natal tem uma proposta de parceria submetida à consulta pública. O projeto potiguar ainda não passou por leilão. A comparação serve para situar as etapas: em Florianópolis, a concessão do CentroSul já teve uma proposta vencedora na sessão da B3, embora permaneça pendente a formalização contratual.

Próximos passos da concessão do CentroSul

Com o leilão encerrado, a sequência imediata é a conferência da documentação da DMDL e a conclusão das fases administrativas previstas para a contratação. A prefeitura deverá divulgar os atos correspondentes e, cumpridas as exigências, formalizar o contrato que permitirá a transferência da operação. O pagamento da outorga inicial de R$ 31,5 milhões deverá seguir as condições estabelecidas para a vencedora.

A partir do início da concessão do CentroSul, os marcos a acompanhar serão a entrega da gestão, o cronograma de implantação das obras e o pagamento periódico da outorga anual. O projeto prevê intervenções até o sexto ano, incluindo a modernização do edifício, a melhoria dos acessos, a passarela, a drenagem e a área gastronômica. O calendário efetivo dependerá dos instrumentos contratuais e dos atos necessários à execução.

O resultado conhecido até agora reúne três informações distintas: a DMDL apresentou a maior oferta, o contrato projetado tem duração de 35 anos e os investimentos previstos somam R$ 53,4 milhões. A documentação da vencedora e a assinatura ainda precisam ser concluídas para que a concessão do CentroSul passe da etapa de licitação à etapa de operação contratual.

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