
Regulação do saneamento: minuta da ANA detalha revisões tarifárias e abre debate sobre contratos
A regulação do saneamento poderá receber novas diretrizes nacionais para a condução das revisões tarifárias dos serviços de abastecimento de

A regulação do saneamento poderá receber novas diretrizes nacionais para a condução das revisões tarifárias dos serviços de abastecimento de

Estado prevê R$ 70 bilhões em investimentos para ampliar água e esgoto até 2029, mas cumprimento das metas também depende da renovação de redes envelhecidas, da conexão de imóveis, do atendimento a áreas rurais e informais e do avanço da regulação sobre reúso de água.

Estudo do Itaú BBA e da Inter.B identifica R$ 201,5 bilhões em projetos contratados ou anunciados até 2030. Mesmo no melhor ano da série, o setor deverá investir menos da metade do ritmo estimado como necessário para cumprir as metas de universalização.

Companhia projeta mais do que dobrar o número de intervenções simultâneas e mantém R$ 40,5 bilhões em investimentos contratados até 2029. O desafio será transformar o volume de obras em ligações efetivas, esgoto tratado e melhora verificável dos rios, sem perder controle sobre segurança, trânsito e qualidade da recomposição urbana.

Escassez hídrica, receitas recorrentes e contratos de longo prazo colocam saneamento, reúso, dessalinização e redução de perdas no radar do capital. No Brasil, porém, transformar interesse em investimento exigirá projetos financiáveis, regulação estável e tarifas socialmente sustentáveis.

Projeto para 216 municípios volta à modelagem depois de dois blocos não receberem propostas e o único interessado no terceiro ser inabilitado. Revisão deverá atualizar custos, esclarecer soluções de engenharia e reforçar as garantias de pagamento.

Concessionária moderniza a ETE Barra, recupera estações elevatórias e avança na despoluição do complexo lagunar de Jacarepaguá. O retorno de peixes e jacarés sugere melhora ambiental, mas o resultado definitivo dependerá do cumprimento das metas de saneamento e de indicadores verificados pela agência reguladora.

Projeto não é uma iniciativa nova: modelagem foi qualificada em 2023 e passou por consulta e audiências públicas em 2025. Implementação, porém, foi associada a um eventual segundo mandato, enquanto o valor atualizado e o cronograma permanecem sem confirmação oficial.

Projeto apresentado em audiência pública estabelece operação por 35 anos, outorga mínima de R$ 29,5 milhões e pagamento de R$ 31,3 milhões à atual prestadora antes da transferência dos sistemas de água e esgoto.

Comdema realiza assembleia extraordinária para discutir a PPP de resíduos de Santos, contrato de R$ 8,8 bilhões que entrou em operação em março de 2025. Reunião ocorre enquanto o TCE-SP acompanha a execução, a Arsesp regula a contraprestação e investimentos de R$ 739 milhões começam a chegar aos serviços urbanos.